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A DETERMINAÇÃO DO PONTO DE CONGELAMENTO

Eng.º Dipl. K. Schäfer, Fís. Dipl. W. Spindler

História:

Prof. Dr. Ernst Otto Beckmann (1853-1923)

Já em 1895 o químico alemão Beckmann, começou a aproveitar o “termómetro Beckmann”
para comprovar a adição de água estranha através do ponto de congelação do leite. No 
ano de 1920, o americano Hortvet trabalhou intensivamente com este método e melhorou
-o em alguns pontos essenciais. Os primeiros crioscópios termistores foram introduzidos no 
mercado nos anos 60. Contudo, ainda tinham de ser operados de forma totalmente manual. 
No início dos anos 70, encontravam-se disponíveis, pela primeira vez, crioscópios termistores 
automáticos. Assim havia a possibilidade de determinar o ponto de congelação de modo auto-
mático através do carregar de um botão. 

Um passo importante para a melhoria da crioscopia por termistor pôde ser registado na feira 
“FoodTec 1984”: A Funke-Gerber criou o primeiro aparelho com aferição automática. Este tra-
balho de desenvolvimento intenso de sucesso encontrou outro ponto alto na “FoodTec 1988”, 
em que a Funke-Gerber pôde apresentar uma unidade totalmente automática para determina-
ção do ponto de congelação com uma capacidade de 220 amostras/h.

Com a introdução de uma medição indirecta do ponto de congelação (p.ex. LactoStar) para 
análise de rotina, o interesse voltou-se principalmente para aparelhos de referência com a capa-
cidade de determinar o ponto de congelação de acordo com as normas em vigor. Estes aparelhos
têm de cumprir os mais elevados requisitos quanto à precisão de medição, pois, assim, são aferi-
dos os aparelhos de rotina. Para este fim, a Funke-Gerber desenvolveu um crioscópio de livre 
programação com uma resolução de 0,1 m°C. Este aparelho já foi posto à prova em numerosos 
laboratórios em todo o mundo quanto à sua precisão e fiabilidade. Entretanto, a gama de produ-
tos foi aumentada com um aparelho de medição de múltiplas amostras (CryoStarautomatic). 
Desde janeiro de 2007 esse aparelho é equipado com um expositor gráfico colorido. Através dele 
é possível mostrar toda a curva de congelação, especialmente a busca da plataforma, com uma
apresentação patenteada na tela.
 

Ponto de congelação:

O ponto de congelação da água pura é a temperatura em que a água e o gelo se encontram 
em equilíbrio entre si. Se forem adicionadas partes solúveis neste líquido, o ponto de conge-
lação baixa (torna-se mais frio), pois a capacidade das moléculas de água de escaparem da 
superfície é reduzida. A gordura não tem influência sobre o ponto de congelação, pois não é 
solúvel em água.
 

Princípio de medição:

O leite é arrefecido para –3°C (congelação) e excitado para cristalizar através da vibração 
mecânica. Em resultado do processo de congelação, a temperatura sobe rapidamente atra-
vés da energia de ligação cristalina libertada e estabiliza num determinado nível, que cor-
responde ao ponto de congelação.
 

Processo de medição:

O ponto de congelação dos líquidos não é uma temperatura qualquer, mas é precisamente
a temperatura em que uma parte da amostra se encontra líquida e a outra parte se encon-
tra congelada, enquanto ambas as partes se encontram em equilíbrio. Por isso, para a 
medição do ponto de congelação a amostra tem de ser colocada precisamente neste estado. 

Para tal é necessário um determinado procedimento que funciona do seguinte modo: Primeiro, 
a amostra tem de ser arrefecida abaixo do seu ponto de congelação próprio através da mis-
tura. A mistura é necessária por 3 razões:

  1. A amostra é mantida em movimento, de modo a não congelar sozinhac.
  2. A amostra é bem misturada para que todas as partes da amostra tenham a mesma
    temperatura.
  3. O calor existente na amostra é transportado para fora, onde é escoado através do
    dispositivo de refrigeração.

Quando um líquido está mais frio que o seu ponto de congelação normal, este estado não é 
estável. Este estado é denominado ‚meta-estável‘. Bastam ligeiras influências, p.ex. o bater 
no vidro com um objecto duro faz com que a congelação seja iniciada e prossiga como uma 
avalanche, até que o calor de fusão libertado durante a congelação tenha aumentado a tem- 
peratura da amostra de tal modo, que o ponto de congelação da amostra tenha sido alcançado 
e as partes congeladas se encontrem em equilíbrio com partes não congeladas da amostra.

Portanto, um crioscópio tem de desencadear a congelação quando a amostra estiver
suficientemente mais fria do que o próprio ponto de congelação. O que é ‚suficientemente
mais frio‘? O objectivo é criar gelo durante a congelação de modo a que existam cristais em 
toda a amostra com o tamanho normal de cristais de gelo. Por  outro lado, a amostra não 
deve estar demasiado congelada. No leite, o desencadeamento da congelação a aprox. –2°C 
até –3°C tem-se revelado óptimo.

Após o desencadear da congelação, a temperatura da amostra aumenta, pois o calor de fusão 
é libertado durante a congelação. Depois, ela estabiliza num determinado valor, denominado 
de “plataforma”. O banho de refrigeração retira pelo exterior cada vez mais calor da amostra e, 
da mesma forma que isto acontece, congelam outras partes da amostra e libertam, assim, o 
calor de fusão. Neste processo, a temperatura mantém-se igual, pelo menos enquanto ainda 
existem partes líquidas na amostra. Esta plataforma dura alguns minutos. O crioscópio deter-
mina o ponto de congelação a partir dos valores de medição da temperatura do plataforma. 
Para tal, existem prescrições.
 

Erros no arrefecimento:

Se a remoção de calor da amostra for demasiado reduzida, o arrefecimento demora demasia-
do tempo. A causa para tal é o banho de arrefecimento ou a haste misturadora. O banho de 
arrefecimento deve ter no mínimo -6°C e deve circular bem para poder escoar bem o calor 
para fora da amostra. A haste misturadora deve misturar de modo homogéneo com uma am-
plitude de aprox. 3 - 4 mm. Por isso, em caso de erros de arrefecimento, é necessário primeiro 
controlar o banho de arrefecimento com um termómetro e, depois, controlar com um tubo de 
amostra vazio a circulação do banho de arrefecimento. Em seguida, é verificado se a haste 
misturadora se pode mover livremente e não embate naroça ou em qualquer lado.

Depois é controlada a amplitude da haste misturadora. Para tal, existe um menu especial no 
aparelho. Como valor de referência não se aplica qualquer valor no mostrador – este apenas 
deve servir como valor de orientação – mas a ponta da haste misturadora é observada em 
movimento e é ajustada de modo a que os pontos de inversão distem aprox. 3 - 4 mm. Em 
seguida, são introduzidos 2,5 ml de água no tubo de amostra, é segurado por baixo no termis- 
tor, de modo que a haste misturadora agite a água e se controla se a haste se move bem 
dentro da água.

Quando tudo estiver verificado e correctamente ajustado, procede-se a uma medição de amos- 
tra com água observando-se a temperatura no mostrador. O tempo que o aparelho necessita 
para arrefecer uma amostra da temperatura ambiente (20°C...25°C) para -2°C deverá ser de 
1 minuto com razoável precisão. Assim, o banho de arrefecimento e a haste misturadora estão 
ajustados correctamente. Se o arrefecimento durar menos do que 45 segundos, o banho de 
arrefecimento está demasiado frio ou a haste está ajustada de modo demasiado intenso. Se o 
arrefecimento durar mais do que 75 segundos, o banho de arrefecimento está demasiado quente 
ou a haste está ajustada de modo demasiado fraco. Se ocorrer o ‘erro no arrefecimento’ depois
do banho e da haste terem sido verificados quanto ao funcionamento correcto, então é neces- 
sário verificar o termistor e a aferição do aparelho. Se o aparelho tiver sido mal aferido de modo 
grosseiro, ele não encontrará a sua escala de temperatura e, por isso, não pode medir as tem-
peraturas correctas.
 

Congelação demasiado cedo:

O estado de uma amostra não está estável quando é mais frio que o ponto de refrigeração.
Por isso, antes do aparelho desencadear a congelação, uma amostra poderá congelar por 
efeitos inadvertidos ou por si própria. Para tal, existem diversas causas: Em caso de mistura 
demasiado intensa ou se a haste roçar nalguma parte, poderão ocorrer estremecimentos e 
desencadear a congelação. Quanto mais durar o arrefecimento, mais tempo tem a amostra 
para congelar por si própria. Por isso, o arrefecimento deverá ocorrer o mais depressa possível. 
Se existir sujidade na amostra, ela poderá desencadear a congelação.
 

Sem congelação:

Quando a temperatura ajustada para a congelação tiver sido alcançada (a ‚temperatura de 
choque‘), o aparelho bate contra a parede de vidro do tubo de ensaio para desencadear a 
congelação. Em seguida, a temperatura deverá subir. Como critério é válido um aumento 
da temperatura de, no mínimo, 0,1°C. Na água ou soluções de aferição isso aplica-se 
sempre, quando a haste misturadora está ajustada de forma a que bata com força contra a 
parede de vidro. Por vezes, nos leites isto não acontece. Há leites que congelam com 
dificuldade. 
Se este erro ocorrer apenas esporadicamente em diferentes leites, aquece-se o leite em ques-
tão para aprox. 40°C e deixase novamente arrefecer para, depois, se proceder novamente à 
medição. No entanto, se este erro ocorrer frequentemente numa determinada região, então 
deve-se baixar a temperatura de choque para que as amostras sejam congeladas com maior 
intensidade e, por isso, congelem com mais facilidade. Se este erro ocorrer também em líqui-
dos de aferição, então a aferição do aparelho não está correcta, ou penetrou líquido do banho 
de arrefecimento na amostra.
 

Plataforma não encontrada:

Este erro apenas pode correr, quando é utilizado o “método de busca de plataforma” segundo 
IDF para a determinação do ponto de congelação. A plataforma do valor da temperatura tem 
de estar num intervalo fixo durante um determinado período de tempo. Neste caso, poderá 
acontecer que um determinado leite não cumpra este critério. Então terá de ser medida uma 
segunda amostra deste leite. Se este erro ocorrer subitamente, apesar do aparelho funcionar 
bem o resto do tempo, então o erro deverá ser localizado no termistor ou em influências 
exteriores perturbadoras.
 

Não aferido ou termistor avariado:

No arranque de uma medição ou aferição, o aparelho mede o valor actual do termistor. Como 
é do conhecimento geral, a sua resistência eléctrica é uma função da temperatura. Esta resis-
tência eléctrica é convertida em número por um ADC (conversor analógico-digital), que, depois, 
é processado pelo aparelho. Se o termistor sofrer um curto-circuito ou uma interrupção, a resis-
tência é nula ou infinita, o que não deve ocorrer num termistor funcional. Neste caso, o aparelho 
não inicia a medição.

Se a temperatura obtida a partir do valor actual do termistor em conjunto com as constantes de 
aferição memorizadas no aparelho for mais fria que +1°C (o que não deve acontecer num termistor 
que se encontra numa amostra nova, isto é, numa amostra ainda quente), então o aparelho não 
inicia a medição.
 

Identifição de problemas técnicos:

Ligar: Ao ligar o aparelho, o ecrã deve exibir a mensagem inicial: "CryoStar I (ou 
CryoStar automatic), Funke Gerber".

Possíveis problemas:

  • Fusíveis no bloco de conexão de corrente
  • Fusível na placa de circuito principal
  • Rectificador principal. Verificar: tensão no capacitor principal precisa atingir no 
    mínimo 11 V
  • Transformador
  • Falha na placa de circuito principal
  • Mostrador ou cabo do mostrador defeituoso

Fase de arrefecimento: o aparelho deve atingir, dentro de um tempo determinado,
uma  temperatura do banho de arrefecimento de pelo menos -6°C. Esse tempo 
depende da  temperatura ambiente, porém não deve ultrapassar 20 minutos.
 

 

Possíveis problemas:

  • Alimentação de ar falho. Aberturas de ventilação nos lados do aparelho obstruídas, aparelho sujo por dentro.
  • Um ventilador está inactivo.
  • Controlo de ventilador falho. Verificar: nas conexões de ventilador, a tensão deve ser de 24 - 26 V.
  • O bloco de resfriamento teve danos por aquecimento e agora está defeituoso.
  • Controlo do bloco de resfriamento falho. Verificar: nas conexões Peltier deve-se medir 6 - 10 V em capacidade total de resfriamento.
  • Circulação inexistente ou muito reduzida: ao colocar um tubo de ensaio vazio (com cobertura removida) no ponto de medição e retirá-lo novamente, o líquido do banho de arrefecimento deve ser reenchido entre 1 e 2 segundos.

Possíveis problemas:

  • Líquido do banho de arrefecimento espessado. Trocar o líquido.
  • Muito pouco líquido do banho de arrefecimento e por isso ar na tubulação: preencher com líquido.
  • Bomba bloqueada. Desligar o aparelho. Abrir a cobertura, girar cuidadosamente o rotor do motor da bomba: deve-se poder girá-lo facilmente. Caso contrário (corpo estranho na bomba): lavar bomba e tubulação.
  • Controlo da bomba defeituoso. Verificar: nas conexões do motor da bomba, a tensão deve ser de 24 - 26 V.
  • Motor da bomba defeituoso: trocar o motor
  • Eixo entre o motor da bomba e a bomba defeituoso: desmontar o motor da bomba, verificar o eixo.
  • O aparelho mostra ao ligar uma medição: ‘Falha no
    elevador’: Possíveis erros são:
  • Interruptor de fim de curso no elevador defeituoso
  • Cabo da cabeça de medição para placa de circuito principal defeituoso
  • Placa de circuito da cabeça de medição defeituosa
  • O aparelho indica imediatamente após o início da medição um valor muito frio no mostrador, golpeia e indica ‘não congelado’. Isso acontece apenas em versões de firmware antigas. Causa:
  • Termistor defeituoso. Trocar o termistor, instalar nova versão de firmware.
  • A haste misturadora não se deixa ajustar correctamente.
     

Possíveis causas:

  • A haste misturadora foi distorcida durante uma troca de termistor, e agora toca o eixo do termistor. Vergar a haste misturadora em linha recta e introduzir o termistor correctamente, de forma que a haste misturadora possa vibrar livremente.
  • Parte superior da haste misturadora tem uma ruptura por fadiga: trocar a haste misturadora.
  • A haste misturadora foi montada invertida. O íman deve estar orientado de forma tal que ele seja atraído, e não repelido, pelo indutor. Montar a haste misturadora da forma correcta.
  • O aparelho mede e pode ser calibrado, porém os valores medidos dispersam e divergem.

Possíveis causas:

  • Termistor defeituoso. Em algum ponto do termistor aparecem microfissuras, através das quais pode entrar humidade. Assim, as propriedades eléctricas do termistor são adulteradas, de forma que o termistor precisa ser trocado.
  • Tubos de ensaio sujos.
  • Líquido do banho de arrefecimento se encontra no eixo do termistor. Alguém iniciou uma medição sem que um tubo de ensaio estivesse posicionado. Assim, o termistor foi submergido no líquido do banho de arrefecimento e os resíduos que aderem no eixo do termistor passam gradativamente para as amostras seguintes.

     

Identificação de erros durante a utilização:

A maioria dos erros ocorridos durante a utilização do aparelho consiste em aferições 
erróneas.  A aferição de um crioscópio é uma condição necessária para qualquer 
utilização. Por razões  técnicas de medição é necessário utilizar um termistor para a 
medição da temperatura da  amostra. Os termistores possuem um efeito de tempera-
tura muito elevado, necessário para  resoluções superiores a 1 m°C. Infelizmente, o 
âmbito de variação dos valores de resistência  causada pela técnica de fabricação é 
tão grande nestes componentes, que, na maioria das vezes, no crioscópio, o ponto 
zero da temperatura (0°C) tem de ser determinado através de uma pré-aferição, 
antes de se poder aferir o aparelho com um novo termistor. Deve-se ter como 
pressuposto que após a substituição do termistor a aferição A não pode ser realizada 
com êxito. A razão para tal é que o aparelho, primeiro, terá de alcançar a temperatura 
de  choque ajustada e, depois, após o impacto, deve poder identificar um aumento da 
temperatura (como sinal de que a congelação foi iniciada). 

No entanto, isso não acontece porque os  valores do novo termistor resultam em tem-
peraturas erradas após o cálculo com as constantes de aferição do termistor antigo. 
Por conseguinte, é necessária uma chamada pré-aferição, em que o aparelho não tem 
em consideração as temperaturas, mas realiza um processo de medição puro por tempo. 
Em seguida, as constantes de aferição são ajustadas às propriedades do novo termistor, 
para que tanto a aferição A como a aferição B possam ser realizadas com êxito. Infeliz-
mente, constatase frequentemente que, durante a aferição, os tubos de ensaio enchidos 
com solução de aferição são trocados ou o tópico de menu escolhido está errado.

TROCA DA AFERIÇÃO A COM A AFERIÇÃO B: 

Como resultado, toda a escala de temperatura do aparelho está alterada. Durante a nova medição das soluções de aferição obtêm-se valores trocados e um sinal prévio trocado.

Exemplo:

  • Aferição A com 0,000
  • Aferição A com 0,000
  • Aferição B com –0,557
  • Aferição A com –0,557 (Erro de utilização)
  • nova medição solução B: obtém 0,000
  • nova medição solução A: obtém 0,557

TROCA DA SOLUÇÃO A COM A SOLUÇÃO B:

Primeiro, a aferição A funciona sem ocorrências especiais. Durante a aferição B, o aparelho comunica o erro “não aferido” ou “termistor avariado” e permanece num estado não aferido.
 

Termistor com Falha:

Este é o erro que ocorre com maior frequência. Existem duas possibilidades:

1. O termistor está (foi) interrompido: Identificável pelo facto do mostrador permane-
    cer constantemente, sem qualquer alteração, num valor negativo.

2. A colagem do termistor está com fuga: Isto se manifesta através de um comporta-
    mento de medição extremamente instável. A reprodutibilidade é muito ruim p.ex. 
    variações de aprox. +0,1°C. Em ambos os casos o termistor precisa sersubstituído.
 

Erros na haste misturadora:

A haste misturadora não se move livremente: A haste deve mover-se livremente
na ranhura prevista para tal. Em caso algum, ela deve tocar em qualquer ponto do
termistor. Em especial na troca do termistor é preciso ter cuidado.

A amplitude da haste não é suficientemente grande: O arrefecimento da amostra 
não ocorre homogeneamente e dura bastante mais do que 1 minuto. Com a haste mis-
turadora bem ajustada, o tempo de arrefecimento é com grande precisão de 1 minuto. 
A amplitude da haste deve ser de aprox. 3 - 4 mm. Eventualmente, a haste tem de ser 
regulada adequadamente.

A amplitude da haste é demasiado grande:Ocorre frequentemente a congelação 
prematura da amostra.
 

Utilizações especiais / Medição de natas:

Como para uma nata com aprox. 40 % de teor butiroso, o líquido relevante para o ponto
de congelação apresenta apenas um volume de amostra de 60 %, recomenda-se que o 
volume de amostra seja aumentado para aprox. 3 ml. Além disso, a temperatura de 
activação (temperatura de choque) deve ser ajustada para -3 °C, em caso de não con-
gelamento da amostra por várias vezes, para -3,2 °C. Possivelmente também é neces-
sário aumentar um pouco a intensidade da haste misturadora.

Valores de ajuste sugeridos:
 

DesignaçãoValores de ajuste
Valor de aferição A0,000°C ou -0,408°C
Valor de aferição B-0,557°C ou -0,600°C
Valor de base-0,520°C (valor limite UE). Serve apenas para 
cálculo do teor percentual de água externa
Temperatura de choque-2,00°C ( -3,00°C mínimo)
ModoCelsius
PlataformaBusca de plataforma:0,4 m°C / 22 s
Tempo fixo50 s
Mãximo:0,2 m°C
IdiomaLivre escolha
Haste misturadora / Amplitude3 - 4 mm
Haste misturadora / FrequênciaAtenção: não alterar os valores ajustados.
Os valores encontram-se, dependendo do 
exemplar, entre 95 Hz e 104 Hz. Haste mis-
turadora / intensidade. A intensidade deve 
ser ajustada tão alta que ao atingir-se a tem-
peratura de activação (p.ex. -2 °C) um ruído 
relativamente alto apareça. No entanto deve-
se atentar para que a intensidade não seja 
muito alta, pois assim pode-se chegar a que-
brar o tubo de ensaio. Os valores ajustados 
encontram-se entre 40 % e 50 %.

As propriedades mais importantes em resumo:

Futuro garantido e flexível:
Medição do tempo fixo, busca de plataforma e busca de máximo à disposição. Poderá 
programar livremente todos os parâmetros relevantes. É evidente que estes também 
são protocolados. Deste modo, o aparelho pode ser ajustado a todas as normas nacio-
nais e internacionais.

Confortável: 
A operação é feita por menu na língua à sua escolha. Actualmente estão disponíveis o 
alemão, inglês, francês, grego, italiano, polaco, português, espanhol, turco e húngaro.

Potente: 
Um sistema de refrigeração novo assegura uma rápida operacionalidade mesmo com 
temperaturas ambiente mais elevadas (aprox. 32°C).

Rápido: Conforme a regulação, podem ser medidas até 40 amostras por hora.

Multifuncional: O aparelho possui uma tomada paralela (para impressoras normais) 
que pode ser conectada através da interface de série a um PC. Assim é possível 
apresentar a curva de congelação no ecrã durante a medição e, se pretendido, gravá-
la. Uma função de ampliação potente conclui as funcionalidades. O software necessário 
está incluído no material fornecido.
 

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